Histórias da Gina parte 2

Quando o nono Ludovico morreu era Dia de São Cristóvão e, durante seu velório – que ocorreu na casa dele - que ficava na rua José Pinto de Almeida, passou por ali uma carreata com carros e caminhões, uma barulheira só. Na mesma casa ocorreu um velório, que a Gina não lembra de quem foi, que preocupou a família, porque uma madeira que sustentava o piso estava quebrada, afundando parte do assoalho. Portanto, durante o velório, poucas pessoas podiam ficar na sala por medo do assoalho ruir.... (trágico, porém cômico). Em um domingo, após o casamento da prima Raquel com o Rubinho, que foi no sábado, Roberto da tia Cecília, tio Berto, Gina, Bertinho e Nore foram para Campos do Jordão – onde a nona ficou internada por causa da tuberculose – buscar o nono. O Roberto, antes de ir, comprou pão com mortadela. Gina conta que se lembra muito bem dos pães rodando dentro do carro devido as curvas da serra.... (risos). Quando eles chegaram na porta da clínica, o nono – que ficou internado lá por um mês - estava na porta de terno e chapéu. Quando os viu, começou a chorar e disse: “Eu sabia que vocês vinham me buscar. Meu sangue me contou”. Ele havia ficado lá para fazer exames, mas graças a Deus não tinha contraído a doença. Gina conta que foi junto porque “já viu quando pobre andava de carro naquela época?”. Na volta da viagem, ela veio com o nono no segundo banco e os dois menores vieram com os pães (risos). Outra façanha foi quando parte da família foi à Praia Grande. Uma Kombi do tio Raul e tio Berto com um Ford 46. Tio Angelo também foi no Ford 46. Conta Gina que tio Angelo falava o tempo todo para o tio Berto colar na Kombi. Tanto ele falou que o Ford 46 deu uma batidinha na Kombi... “Na volta da Praia Grande, paramos num posto de gasolina no começo da Anhanguera (rodovia). Não me lembro se alguém foi ao banheiro, mas lembro sim do pão com patê de fígado que chegou às minhas mãos. Não gostava de fígado, mas estava com a maior fome. Tia Maria que tinha feito”, lembra Gina.

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