Histórias da Gina parte 1

Como meus pais tiveram 8 filhos, e a família Canceliero era muito grande, não era comum nós nos encontrarmos. Minha mãe era muito chegada das irmãs e a tia Adelina era meio mãezona dela. Portanto, nosso contato era mais com ela. O tempo passou e se encarregou de me aproximar da minha prima Ceiça – que virou minha irmã, o que estreitou minha relação com a tia Cecília. Como sofri a morte dela... Depois que ficou viúva, a tia Jeja passou a ir mais na casa da minha mãe, o que também nos aproximou. Mas esse contato era com as tias, eu não via muito as minhas primas. Até que, com a morte da minha mãe (a última a ir embora), a minha prima Cecília lançou a preocupação de nós não nos encontrarmos mais. E minha irmã Clara resolveu fazer um encontro das primas Canceliero. Foi bárbaro!!!!! Uma tarde maravilhosa, regada a comes e bebes e muitas gargalhadas. Isso aconteceu em julho/2019, quando a Gi, minha irmã 'italiana' estava no Brasil. A Gina (Regina) não pode ir porque tinha um compromisso assumido antes. E como o grupo que formamos no Whatsapp estava a toda, a Gina – que tem uma memória abençoada – contou histórias que muitas de nós não conhecia. Eu, por exemplo, não conheci meu nono e minha nona e a Gina, de certa forma, me apresentou um pouco deles. Aqui estão algumas passagens que ela dividiu com a gente no grupo. Conforme essas histórias vão aparecendo, vou contando aqui. Memórias da Gina: A nona Maria gostava muito de gatos e ela teve um chamado Munim, ele era cinza rajado. Sobre a tia Roselis (que morreu muito jovem, deixando as filhas Angelica e Libia), Gina lembra que, aos sábados, ela 'raspava os pelos da perna'. “Não sei se a agua era aquecida. A bacia, por sinal bem grande, era colocada no quintal e ela em pé dentro dela raspada as pernas. São cenas que ficaram na lembrança”, conta. Outra de suas lembranças é que ela (Gina) gostava muito de brócolis, Sabendo disso, a tia Zéli (como minha mãe a chamava), convidou a Gina para jantar na casa dela. Ela fez uma sopa de brócolis e assim conta a Gina. “A desgraça do brócolis estava cheia daqueles bichinhos pequenos que ficam grudados entre as flores. Ela me disse que eu podia comer, pois não fazia mal. Eu não estava preocupada se fazia mal ou não, eu estava era sem condições estomacais para engolir aquilo”. Eu perguntei pra Gina se era verdade que o nono usava aqueles lenços na cabeça, com um nó em cada canto. Ela contou que o nono Vico (cujo nome era Ludovico) usava sim, mas só quando estava muito calor e na casa 'dos pobres'.... (risos) Normalmente ele usava boina, mas quando ia almoçar na tia Cecília (considerada rica), ele ia “impecável”: terno, gravata com um prendedor de ouro com uma pérola, feito para ele pelo meu primo Zé Carlos, que a vida toda foi ourives. O chapéu sempre na cabeça. Segundo a Gina, o nono Vico adorava refrigerante: Etubaina do Orlando. Quando apareceu no mercado o detergente ODD, o recipiente era igual ao da Etubaina e, um dia, o nono quase bebeu um copo de detergente.... (risos) Outro detalhe importante sobre o nono é que ele dizia que quando saía de casa, estava sempre armado. E fazia questão de mostrar sua arma: um terço!!!! Meu primo Bertinho aprendeu com o nono e desde jovem, também anda “armado” com seu terço. Por hoje é só. Quantas histórias lindas têm essa família! As primas reunidas....

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