Falso ou verdadeiro?

Os "enta" me trouxeram uma nova forma de pensar, talvez a tão temida maturidade (que depois que chega, a gente vê que ela não é tão temida assim) me fez sentir uma leve saudade da minha infância quando eu acreditava que o mundo era confiável. Hoje aprendi a desconfiar. Aliás, tive que aprender a desconfiar. Porque tomei muito na cabeça acreditando em tudo e em todos. Mas agora fico sempre com uma sensação estranha na boca do estômago. Um certo medo de me entregar. Graças a Deus, posso confiar em minhas amigas, posso confiar na minha família, mesmo com tantas críticas. Mas será que posso confiar no resto? Será que no meu ambiente de trabalho estou segura? Será que nas novas amizades estou realmente pisando em terreno sem minas? Não há garantias na vida. O pior é que não há garantias na vida. Tudo é arriscar-se. Sempre e em todos os momentos. Há risco em amar; há risco em desamar. Há risco em ousar; e também em pisar no freio. E o que mais eu temo: não quero correr riscos na criação do meu filho. Não quero correr riscos no meu casamento. Mas essas são tarefas impossíveis, pois os riscos estão aí, batendo na minha porta. Um dia um de meus muitos irmãos perguntou à minha mãe o que ela tinha feito para educar os oito filhos, formá-los e não ver nenhum deles à margem do caminho. E ela respondeu: "Não tenho resposta. Eu não fiz nada. Quem fez tudo foi Deus". Deus fez tudo por meio do amor, da dedicação, do trabalho e da força dela e do meu pai. E é exatamente isso que quero para o meu filho, que quero para sua vida, que quero para minha vida.

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