Falar, falar, pra que?

Tem gente fala, fala, fala, e não diz nada. E também tem quem fala, fala, fala e a gente bebe cada palavra. Hoje entrevistei um médico que passou por uma experiência impressionante, tipo, morreu e voltou. Sem brincadeira. Fiquei conversando com ele mais de uma hora e ficaria mais dez. Voltei meio atordoada. É incrível como as coisas acontecem, não é? Às vezes a gente não entende o porque de alguma coisa, por exemplo, eu tenho o tempo extremamente curto. Por isso não gosto de sair para fazer entrevista. Resolvo tudo pelo telefone ou por email. Mas senti que essa entrevista deveria ser "ao vivo e a cores". E acertei. Foi incrível ouvir, e sentir em seu relato, o quão forte foi sua experiência. E cada vez mais eu acredito que não estamos aqui a passeio. Isso aqui faz parte de uma caminhada, é uma preparação para o desconhecido.... Um desconhecido que não mete medo, ao contrário, me dá paz. Porque chegamos num ponto de egoísmo, de falta de amor e de fraternidade, que não dá pra voltar atrás. Só podemos continuar. O tal médico me contou a sensação de ser tirado e ser colocado de volta. E sinto que ele foi colocado de volta, única e exclusivamente, por AMOR. AMOR DIVINO. Muitas vezes a gente desanima, olha pra frente e acha tudo tão distante.... mas temos que admitir que nossa passagem tem prazo de validade. Há casos em que a validade não tava vencida, por isso teve a segunda chance. Peço a Deus para que eu chegue ao prazo na hora certa. E que eu aceite, com tranquilidade, a hora certa DELE... Enquanto isso, vamos viver a vida, né mesmo? da melhor forma possível.....

Comentários

Bem, Ude, como espírita, sei exatamente do que vc está falando. Mas, assim como eu, vc é jornalista e fez uma entrevista, o que me leva a perguntar: onde ela será publicada? Será que você vai socializar também o resultado de seu trabalho profissional, além de suas impressões pessoais? (Tomara que sim e fico aguardando a bênção.)
Abraço.

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