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“Sacolinhas de Solidariedade”

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Entrevista à Revista Arraso , 12 de Dezembro de 2015
“Sacolinhas de Solidariedade”
Há duas décadas, Mariana Valentini transforma Natal das Crianças com ação beneficente

“Fazer o bem, sem olhar a quem”. O ditado popular que inspira solidariedade é seguido à risca pela aposentada piracicabana Mariana Canceliero Valentini. Há cerca de 20 anos ela transforma o Natal de diversas crianças de Piracicaba, a maioria carente de recursos financeiros, em um momento mágico. Para isso, criou uma verdadeira “corrente do bem”, mobilizando, anualmente, cerca de 250 pessoas para participar das sacolinhas de Natal distribuídas por algumas paróquias da Diocese de Piracicaba que têm Pastoral da Criança. Quem aceita integrar este “batalhão da solidariedade”, se compromete a rechear as sacolinhas com roupas, itens de higiene pessoal, brinquedos e doces, que são destinados a crianças de zero a seis anos, todas famílias atendidas pelas paróquias com pastorais.
Neste ano, nem mesmo a saúde comprometida, …

Entrevista da mamãe à Tribuna Piracicabana

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07 de Agosto de 2016 por João Umberto Nassif
Sempre fui uma lutadora, nunca tive medo
“Nasci em Piracicaba, no dia 04 de Agosto de 1928, na Avenida Independência, em frente ao Seminário Seráfico São Fidélis. Meu pai, Ludovico Canceliero, trabalhava na reforma do Seminário. A minha mãe era Maria Virginia Casonato Canceliero. Somos 9 filhos: Raul, Cecília, Adelina, Ângelo, Evaristo, Filomena, eu, Terezinha e Roselis.
Meu pai era ferreiro e trabalhava na empresa Krahenbuhl*, fazia todo tipo de ferragem e depois, passou a ter uma oficina no quintal. Ele fazia desde a roda até a montagem completa da carroça. Minha mãe, para ajudar meu pai, no começo lavou roupa.
Estudei no Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Após concluir a 4ª. Série, ajudei a tomar conta de dois sobrinhos, que tinham perdido a mãe, minha cunhada Benedita, esposa do Raul. E por dois anos, o Rutênio e a Raquel ficaram morando em minha casa.
Ao completar 13 anos, fui aprender costura com minha irmã Adelina. Eu queria usar a …

Histórias da Líbia....

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Agora quem nos dá uma força com suas memórias é a nossa prima Libia. Ela conta que se lembra muito bem no nosso 'nono Vico' (Ludovico Canceliero). Ele sempre tinha um lenço na cabeça com nós nas pontas. Para ir na casa tia Cecília, ele punha terno , gravata, o prendedor de pérola, e tomava o bonde (acho que essa lembrança eu já escrevi nas memórias da Gina). A Libia chegou a levar o nono várias vezes até o 'ponto', que ficava no pontilhão da Paulista. Para ela, era uma alegria, ela adorava acompanhá-lo. E o lenço na cabeça ficou marcado em sua memória. Ela também ia com ele ao barbeiro, que ficava na Rua Benjamin Constant. Esse barbeiro, segundo a Libia, também cortava o cabelo das meninas. Ela conta ainda que o nono, a caminho do barbeiro, dava três passos, parava e perguntava: “Falta muito, neta?”.
Outra lembrança da prima Libia eram os benzimentos. Naquela época, 'tudo se benzia'. Como a tia Neide sofria muito com bronquite, ela dormia sentada na cadeira, ap…

Histórias da Gina parte 3....

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A Cecília se lembra de uma 'perua' muito bonita que imitava madeira, que a Gina acredita que era do tio Angelo (pai da Cecília), de 1931. O primeiro carro do tio Berto foi um Ford 29, todo reformado, “parecia novo”. Segundo a Gina, o do tio Angelo era “mais chique”. O carro 29 teve que ser totalmente reformado. Pintura da lataria e capota do teto, pois não era de metal. Ela se lembra que, quando eles voltavam da avó dela, dona Pura (que era mãe da tia Neide), o carro passava pelos trilhos da Sorocabana e, na rua XV de Novembro com a avenida Armando de Salles Oliveira, o motor morria. E sempre coincidia com o término do filme que passava no Cine Palácio (onde hoje funciona a Igreja Universal). Gina conta que era o maior “mico” descer e empurrar o carro no meio das pessoas.... (risos)
Certo dia, Roberto - que era dos poucos que tinha carro na família, ia levar a nona Maria (no médico ou no Hospital). Qdo já estava na Avenida Independencia, bateu o carro - ou bateram nele. Mas …

Quarentena - Caixa de documentos e fotos

Ontem li o relato da minha sobrinha Nina, sobre sua quarentena há alguns anos atrás, quando passou por uma tuberculose.
Fiquei pensando na minha mãe, e o quanto ela sofreu com aquele diagnóstico, porque a minha avó – mãe dela – morreu em decorrência da tuberculose. Eu deveria ter uns 4 anos quando a nonna faleceu, portanto não me lembro de nada. Só conheço a história.
Mas, veio um sentimento de gratidão para com a minha mãe, por pensar em como ela enfrentou algumas quarentenas com os seus oito filhos.
Duas especialmente ficaram muito marcadas em mim: a minha própria quarentena, quando aos 9/10 anos tive escarlatina – eu e o Marcos meu irmão abaixo de mim, fomos contaminados ao mesmo tempo. Hoje, analisando o cenário, nós dois estudávamos num colégio particular católico, onde hoje estuda o Giovanni, e tínhamos contato com crianças mais abastadas. Os demais filhos não tiveram escarlatina. A minha foi “mais forte” por assim dizer .... fiquei 40 dias isolada e em repouso, com muit…

Histórias da Gina parte 2

Quando o nono Ludovico morreu era Dia de São Cristóvão e, durante seu velório – que ocorreu na casa dele - que ficava na rua José Pinto de Almeida, passou por ali uma carreata com carros e caminhões, uma barulheira só. Na mesma casa ocorreu um velório, que a Gina não lembra de quem foi, que preocupou a família, porque uma madeira que sustentava o piso estava quebrada, afundando parte do assoalho. Portanto, durante o velório, poucas pessoas podiam ficar na sala por medo do assoalho ruir.... (trágico, porém cômico). Em um domingo, após o casamento da prima Raquel com o Rubinho, que foi no sábado, Roberto da tia Cecília, tio Berto, Gina, Bertinho e Nore foram para Campos do Jordão – onde a nona ficou internada por causa da tuberculose – buscar o nono. O Roberto, antes de ir, comprou pão com mortadela. Gina conta que se lembra muito bem dos pães rodando dentro do carro devido as curvas da serra.... (risos). Quando eles chegaram na porta da clínica, o nono – que ficou internado lá por um m…

Homem perfeito não existe

Cair em golpe é coisa que acontece sempre, mas a gente pensa que é só com os outros. Pois aconteceu com uma pessoa muito próxima a mim. Quando uma amiga percebeu que foi mais uma vítima, claro que sentiu-se envergonhada porque pensava “imagina eu, tão inteligente, cair nessa”. Isso não tem nada a ver com inteligência, nível cultural etc. É como uma simples conta de adição: basta somar 'mulher sem um relacionamento amoroso + alguém muito bem treinado para seduzir'. Resultado: a mulher se apaixona e se transforma numa presa fácil. E daí para mandar uma grana para salvar o 'amado' de algum problema, é um pulo. Graças a Deus, ela descobriu antes.
Vamos aos fatos. Estava minha amiga no Insta quando um homem a chama para conversar. Desinteressada, ela foi até bem grossa no começo. A primeira conversa foi assim:
- Vi suas fotos aqui (Insta) e achei seu perfil interessante. Você é solteira?
- Sim.
- O que você procura num homem?
- Não estou procurando homem.
Dias depois, ele…